sábado, 27 de julho de 2013

Confrontos deixam dezenas de mortos e lotam hospitais no Egito

Confrontos deixam dezenas de mortos e lotam hospitais no Egito

Partidários do presidente deposto Mohamed Morsi e forças de segurança entraram em conflito neste sábado no Cairo

27 de julho de 2013 | 12h 48   O Estado de S. Paulo
Versões sobre o início dos confrontos são contraditórias - EFE
EFE
Versões sobre o início dos confrontos são contraditórias
Confrontos entre a polícia e partidários do presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, deixaram dezenas de mortos neste sábado, 27, no distrito de Cidade Nasser, no Cairo.
O Ministério da Saúde calcula ao menos 65 mortes, mas a organização Irmandade Muçulmana, opositora ao atual governo, afirma que esse número passa de 200. Há centenas de feridos em hospitais da região.
Em seu site na internet, a Irmandade destaca que quase todos os mortos levaram tiros na cabeça, no pescoço e no peito, citando informações do hospital de Rabea al Adauiya, onde os seguidores de Mursi estão acampados. A unidade ficou superlotada e fechou suas portas.
As versões sobre o início dos confrontos são contraditórias. Uma fonte dos serviços de segurança alegou que os distúrbios começaram quando os partidários do presidente deposto tentaram bloquear a ponte 6 de Outubro, um dos principais da cidade.
Os soldados advertiram aos manifestantes que não o fizessem, mas estes insistiram, e então os choques começaram. A mesma fonte ressaltou que a polícia tentou dispersar os islamitas com gás lacrimogêneo e estes responderam jogando pedras e disparando balas de chumbo.
No entanto, a Irmandade Muçulmana alega que foram os agentes que atacaram primeiro os manifestantes com armas de fogo, com a desculpa de que os participantes do protesto queriam bloquear a ponte 6 de Outubro.
Com informações da EFE.

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