• • atualizado às 19h47
Beltrame: única resposta a envolvimento de PMs em desaparecimento é a rua
Desmilitarizar PM não significa que ela vá melhorar; sou favorável que se discuta isso, disse ainda o secretário fluminense
O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta sexta-feira que, se for comprovada a participação de policiais militares no desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, eles serão expulsos e levados à Justiça. "(Se o inquérito apontar o envolvimento de militares), esses militares vão para a rua. Não há outra resposta a não ser rua. Além de serem apresentados à Justiça, para que respondam criminalmente", declarou Beltrame, durante entrevista à imprensa para detalhar a ocupação da Favela da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrida no início da manhã.
O secretário comentou a declaração da ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que disse hoje haver tendência de participação de policiais militares no sumiço de Amarildo. "Eu respeito a opinião da ministra, mas o instrumento constitucional brasileiro para apurar esses fatos é o inquérito policial. Acho que não há que se antecipar juízo de valor. Qualquer coisa feita fora do inquérito policial é especulação e isso prejudica a todos nós."
Beltrame também falou sobre as constatações feitas pela Polícia Civil de que duas câmeras de monitoramento da UPP não estavam funcionando no dia do desaparecimento de Amarildo e o fato de que dois equipamentos de GPS das viaturas policiais estarem desligados.
"As questões do GPS e das câmeras serão carreadas para dentro das investigações e explicações terão de ser dadas. O que eu posso dizer à sociedade é que não haverá, por parte do Estado, qualquer tipo de linha de investigação que não será exaurida. Nós temos que dar essa resposta, porque vai fazer com que a gente consiga maior legitimidade do nosso trabalho em relação à população. Não pode um fato desses macular um trabalho de seis anos que vem mudando índices de criminalidade e a vida das pessoas no Estado."
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