quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Rio de Janeiro

Protesto termina com invasão da Câmara e confronto

Grupo só deixou o prédio após intervenção da polícia. Mais cedo, 700 pessoas foram à sede do MP para cobrar investigação de denúncias contra governador

Cecília Ritto e Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Manifestantes em Copacabana: grupo foi do Leblon a Copacabana, onde está montada a estrutura da Jornada Mundial da Juventude
Manifestantes em Copacabana: grupo foi do Leblon a Copacabana, onde está montada a estrutura da Jornada Mundial da Juventude - Pâmela Oliveira
Um protesto na noite desta quarta-feira no Rio terminou em confronto com a polícia depois que manifestantes invadiram o prédio da Câmara Municipal, o Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia. O ato foi convocado pelo Facebook e reuniu cerca de 700 pessoas no momento de maior adesão. A Cinelândia foi o ponto de encontro, no início da noite, de onde o grupo seguiu para a Avenida Marechal Câmara, sede do Ministério Público do Estado. Depois de caminharem até o MP, os manifestantes retornaram à Cinelândia e entraram na Câmara sem resistência da polícia.

A PM só decidiu agir quando houve ameaça de depredações dentro do prédio. Os policiais usaram gás pimenta e cassetetes para expulsar os manifestantes e esvaziar o local. Também houve confronto com o grupo que estava do lado de fora da Câmara e jogava pedras e fogos de artifício contra as forças de segurança. Um policial e dois manifestantes ficaram feridos e pelo menos uma pessoa foi presa. O protesto acabou dispersado por volta das 23h.  

Pautas - Com faixas de “Fora Cabral”, e gritos de "Investiga", o grupo deixou a concentração na Cinelândia e caminhou até o MP tendo à frente cerca de 50 integrantes do grupo Black Bloc, considerado o mais violento dos protestos recentes no Rio e em São Paulo. Bandeiras em apoio aos direitos dos homossexuais e de partidos políticos, entre eles o PSTU, foram exibidas sem repressão.
Em um dos cartazes, o grupo cobrava os promotores com os dizeres “Por que o MP silencia? O que o MP está fazendo com o poder que garantimos?”. A mensagem diz respeito à derrubada da PEC 37, uma das exigências das manifestações iniciadas em junho. A proposta de emenda à Constituição restringia o poder de investigação dos promotores. No Ministério Público, um grupo foi recebido pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Marfan Vieira.
No início dos protestos, o procurador-geral e integrantes do MP estadual e da Procuradoria da República no Rio participaram de passeatas para pressionar o Congresso a não aprovar a PEC 37.

Nenhum comentário:

Postar um comentário